Prisão de Coimbra tem dez enfermeiros para 560 reclusos
A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) reconheceu ontem que “há sempre necessidade de reforço de meios humanos” para as prisões, estando prevista a abertura de concurso para pessoal de enfermagem “a breve prazo.”
A garantia chega dias depois de o Sindicato dos Enfermeiros ter alertado para falta de assistência noturna nas prisões, como acontece no Estabelecimento Prisional de Coimbra (EPC).
Ontem foi a vez da direção regional de Coimbra do PCP a denunicar a falta de trabalhadores, designadamente enfermeiros e médicos naqueles estabelecimentos .
Ao DIÁRIO AS BEIRAS, a DGRSP reiterou que os estabelecimentos prisionais que têm serviços clínicos e de enfermagem 24 horas por dia são os que têm enfermarias e o Hospital Prisional.
“Os restantes estabelecimentos só têm estes serviços durante a noite em situações de surtos, o que não sucede, no presente momento, no Estabelecimento Prisional de Coimbra”, acrescentou.
Apesar de reconhecer a necessidade de contratar profissionais, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais dá nota de “uma mudança de paradigma nas prisões”, com o fim do recurso a empresas de trabalho temporário em dezembro de 2019, passando de 78 enfermeiros no quadro em 2015 para 195, em 2021.
Ainda assim, de acordo com dados fonercidos à comunicação social, em novembro do ano passado, o estabelecimento prisional de Coimbra (EPC) tinha 560 reclusos: 24 em prisão preventiva e 536 condenados (destes, 81 estão em regime aberto).
Em contrapartida, os serviços clínicos são assegurados por dois médicos de clínica geral e 10 enfermeiros.
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