Primeiros balanços apontam para mais de 26 mil hectares ardidos em cinco concelhos da Região de Coimbra
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O mês de agosto trouxe, novamente, o flagelo dos incêndios até ao distrito de Coimbra. Entre os dias 13 e 26 de agosto, Arganil, Góis, Lousã, Oliveira do Hospital e Pampilhosa da Serra enfrentaram de perto as chamas, com várias localidades a passarem novamente por um drama vivido no trágico ano de 2017.
O incêndio que começou no Piódão, Arganil, a 13 de agosto, fustigou também os concelhos de Pampilhosa da Serra e Oliveira do Hospital (no distrito de Coimbra), Seia (Guarda), Castelo Branco, Fundão e Covilhã (no distrito de Castelo Branco).
Este é já o maior incêndio de sempre em Portugal tendo consumido, segundo dados do Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Florestais (SGIF), 64.451 hectares. A área ardida é a maior desde que há registo, ultrapassando os 53 mil hectares do fogo de outubro de 2017 que começou em Vilarinho, no concelho da Lousã.
Olhando para os primeiros balanços, este incêndio consumiu 11.800 hectares só no município de Arganil, número que representa, de acordo com a autarquia, “aproximadamente 40% da área total do concelho”.
Pampilhosa da Serra foi o segundo concelho, no distrito de Coimbra, mais afetado pelo incêndio do Piódão. De acordo com uma primeira estimativa da autarquia serrana, terão sido destruídos cerca de sete mil hectares. A gravidade da situação forçou a autarquia a cancelar o programa das Festas do Concelho, após o segundo dia (tinha cinco dias de atividades).
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