Opinião: “Tecnocracias ou avestruzes?…”
A paisagem digital atual, é testemunha de uma mudança de paradigma, com os Agentes de IA a experimentar um crescimento exponencial, enquanto os mecanismos de busca tradicionais começam a estagnar. Em março de 2025, os Agentes de IA acumularam 55,2 mil milhões de visitas, o equivalente a uma taxa de crescimento anual de 80,92%. Em contraste, os mecanismos de busca como o Google apresentam declínios marginais, sinalizando um ponto de saturação nos modelos tradicionais baseados em consultas.
Entre 2025 e 2028, a previsão é de que o tráfego de agentes cresça de 5 a 10 vezes, com capacidade para capturar 15% a 25% da atividade de pesquisa/busca.
Poderão ganhar aqueles que, no processo de mudança conseguirem imaginar e executar ecossistemas confiáveis e personalizados, construindo experiências digitais dos quotidianos com inteligência, autonomia, privacidade e utilidade.
Mas estejamos atentos porque a ausência de competências para gerir milhões de agentes de IA autónomos “online” e “on-chain” ameaça os limites da liderança humana. Mede-se o corpo através de rostos simulados, vozes clonadas, impressões digitais coletadas e reproduzidas, varreduras de íris copiadas e imitadas mas, nem sempre se comprova a pessoa – viva, presente, consciente.
A tecnosociedade do século vinte e um, reclama novas disciplinas de capacitação para o “Human Prompting” juntando ciência, filosofia e espiritualidade, estratégia determinante para executar um “law enforcement” capaz de manter e orientar o “alignment” humano-algoritmico através de uma governança colaborativa de matriz humanista ou “Human-driven”.
Promover lideranças com a “sabedorIA” para falar abertamente de tecnopoiesis, tecnociências e tecnocracias é essencial.
E é mister, eliminar temas tabu, tradicionais reservas de pensamento, enquanto obstáculos que impedem o avanço e florescimento de uma tecnocivilização em modo consciente e participado, não- forjada ou catalizada aleatóriamente através de equívocos, desinformações, omissões e eufemismos.
Os avanços da IA que promovem as tecnocracias, não podem ser ensinados ou acompanhados em modo “avestruz” com a cabeça enterrada nas areias do passado. E a maturidade da IA não deverá ser construída em laboratórios à “Pardal”, porque os tempos exigem a ampliação da consciência em direção a uma “sabedorIA” fundadada e alinhada ao humano em ambientes de Missão Crítica, onde os dados são munições, a governança é armadura, o algoritmo é tecnocultura e agilidade não é opção … é sobrevivência.
