Opinião: Mark Rutte – o bajulador… para ser simpático
Para o que a Europa, todos, estamos guardados!
A mensagem que este senhor enviou ao Presidente Donald Trump, além de ser uma vergonha do ponto de vista diplomático, é de uma bajulação medíocre e sem precedentes.
A Europa resignou-se às exigências de Donald Trump. A Europa ainda não percebeu que “dos fracos não reza a história” e que deu um sinal de fraqueza absoluta. Só Pedro Sanchez teve a coragem de afirmar a sua diferença e indiferença, perante tal abuso de poder e atentado à dignidade da Europa democrática.
Não me admira o “ajoelhar da Europa”, cheia de medo dos russos e da suposta invasão dos países da NATO, como se o senhor Putin fosse da igualha destes medíocres dirigentes que nos, mal, governam!
O poder americano faz o que quer e ainda lhe sobra tempo, porque sabe da fraqueza de tais dirigentes. Por isso “baralha e torna a dar”, como o panorama internacional fosse uma jogatana de “bisca lambida” no Café Madeira entre o Calili e o Chefe!
Mais valia sê-lo, porque rapidamente entenderiam que, entre uma biscadela, uma pia e a entoação do hino das marranucas, o Trump desaparecia pela janela da sala dos fundos! Não tem categoria!
Analogia à parte, uma Europa forte e determinada só será possível quando deixar de tremer perante o tipo que quer acabar com a democracia. Agora é na terra dele, depois subjugar uns outros, até entender que agora é a nossa vez – Europa – de abanar a cabeça qual cachorrinho de peluche perante a ameaça.
Este líder da NATO já não deveria estar no seu posto de “chefe da criadagem”! E só ainda está, porque o todo poderoso quer que ele esteja e que a Europa se mantenha subjugada! Serve-lhe os desígnios, a estratégia, porque, como sempre disseram os líderes americanos, as guerras deverão travar-se na Europa, logo,” longe das nossas fronteiras”!
Portugal, como bom aluno e fraquinho, como há muito se vem demonstrando, sem a solidariedade europeia não tem condições por si só de bater o pé ao “Imperador das Américas”. Só para relembrar que também na República Centro Africana existiu um Imperador, Bokassa I, que todos as pessoas bem informadas sabem o fim.
Viver num mundo carregado de turbulência é bom para quem sabe reagir e está habituado a adversidades, mas é muito mau para quem não consegue, por efeitos vários, sair do seu canto e ser mais determinado.
As pessoas deverão estar sempre em primeiro lugar. Por isso, Espanha reagiu mal e Portugal não vai estar em condições de reagir diferente de Espanha. A Península Ibérica é importante no contexto internacional por muitos e variados motivos.
Por outro lado, e as opiniões podem divergir e abundam, a filosofia de intervenção na Europa poderá ser muito diferente ou diferenciada, e os dois países podem-se encontrar, convergindo na diferença…
Interesses pontuais podem ser a alavanca futura de uma união ibérica em diversos domínios.
Penso que não deveremos entender o futuro da Europa a “régua e esquadro”, “e a preto e branco”, mas dar-lhe uma roupagem diferente, acautelando a segurança e as diferenças, para que todos nos sintamos mais integrados nesta grande família.
Também por isso, a partir do momento em que alguns países nórdicos integraram a NATO, será de uma enorme hipocrisia a Ucrânia não ser aceite em breve!
O problema maior não está no senhor Putin mas em alguns líderes de países da União Europeia.
