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Opinião: Analfabetismo funcional emergente!

24 de julho de 2025 às 09 h10

Estarão ainda por entender as razões porque em Portugal e no mesmo ano, a Universidade de Aveiro atribui “honoris causa” a Sérgio Godinho, Coimbra entrega a Herman José o prémio UC, e a Escola de Economia da Universidade do Minho em dia de aniversário, ultrapassa as condições do Auditório rendida ao discurso de Ricardo Araújo Pereira.

Sinais fracos ou tendências fortes ? por enquanto, parece que a visão peripatética de um Ensino Dirigido, determinado e pior … agentica e uniformemente validado ! sucumbe aos pés de ambientes imersivos, sobrepostos e entrelaçados, que reclamam inferência e interpretação numa composição de utilidade e de contextos os quais, já hoje, cega os MDM (mais do mesmo) e os coloca em oposição aos que emergem como pulsos energéticos em dimensões para lá dos quotidianos da mesmice.

Em universos técnica e socialmente construídos, atitude, criatividade e capacidade de iniciativa deveriam sobrepor-se a compras andragógicas acríticas (off the slhelf) e distribuição de produtos/conteúdos pedagógicos “by BigTech” para evidenciarem de modo tão loquaz quão perplexas, experiências bafientas travestidas de modernidade.

Pagam os alunos com a matreirice de um Ensino “marqueteirizado”, que chega a cometer o impropério de utilizar os próprios alunos para fazer a apologia do sucesso numa eufemística do falhanço, em um país que se afasta dos seus congéneres europeus vai para três décadas, cego nas ideias de produção GMQ (geração mais qualificada) …, que não a mais competente. O “Brain Drain” ou fuga de cérebros, está aí para demonstrar à saciedade, os equívocos da Alfabetização Analógica e Digital (des)funcional de um Sistema Cristalizado em imposições “far niente”, de intelectualidade duvidosa.

A institucionalização das ensinagens de “espacito” em “espacito”, sem nunca o refletirem aspiram agora ao desenho do “homo data”, baseados no anacronismo parainfantilóide das ferramentas, parados num tempo de dados estacionários, geridos a escopo e cinzel, orientados por redes de neurónios estáticos que pontuam e inflacionam, alheios aos domínios da inteligência operacional, tática e estratégica.

Entre a produção de ambientes ultradinâmicos e complexos, no desenvolvimento de atmosferas para a autonomia, responsabilidade e resiliência até à “Universidade Algorítmica”, seguem ao invés, as ensinagens de cardápio agenticamente validadas. Entre ígnaros e/ou paladinos de um analfabetismo funcional emergente, agarrados como lapas ao “Credencialismo” Agêntico de Estado, seguem insignes praticantes da irrelevância sob as vestes das “Agências da Soberba” tão deterministas quanto impositivas de um futuro que, mais do que artificialidade reclama inteligência.

1 Comentário

  1. Raquel Paiva diz:

    A maioria dos recém-licenciados nem sequer vão entender estes texto brilhante!

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