Nuno Moita: “Não tenho dúvida nenhuma que vai haver um alargamento do metrobus para Condeixa”
DB/Foto de Ana Catarina Ferreira
Quais são as expectativas, este ano, para as Festas de Santa Cristina?
Nós temos vindo a manter um cartaz musical muito diverso e de qualidade, que tem atraído bastantes pessoas a Condeixa, e chegámos a ter espetáculos com perto de 20 mil pessoas. Este ano as festas têm cinco noites com concertos e, em cada uma delas, esperamos ter entre 10 mil a 12 mil pessoas. As festas de Santa Cristina são de todo o concelho e o facto de as entradas serem gratuitas torna-se muito apelativo, embora signifique um esforço financeiro da ordem dos 235 mil euros por parte do município. Santa Cristina é um hino à “condeixalidade”, à nossa história, à nossa tradição e também ao nosso futuro. Continuamos a apostar na realização das festas no centro da vila porque achamos que reforça a identidade, bem como a ligação ao comércio, à restauração e, acima de tudo, às pessoas. Aliás, fomos nós que lhes demos esta dimensão, que têm hoje, e foi uma aposta ganha.
Outra aposta ganha, nos últimos anos, foi a criação do Museu PO.RO.S – Museu Portugal Romano em Sicó?
No Dia do Município vou falar do que se conseguiu ao longo destes 11 anos. De facto, foram feitas algumas revoluções, e digo isto sem nenhuma falsa modéstia. Temos, por exemplo, o Museu PO.RO.S, que surgiu na linha da nossa herança romana, que é de facto aquilo que nos define, e que vai atingir este ano os 100.000 visitantes. Estamos a falar de sete anos de funcionamento, mas dois dos quais muito limitados devido à pandemia, e, portanto, serão cerca de 20.000 visitantes anuais, nos anos de funcionamento pleno. Um museu municipal ter 20.000 visitantes por ano é notável, é algo em que temos de ter orgulho.
É um museu tecnologicamente muito atual, interativo, que trouxe grande dinâmica cultural, como por exemplo as exposições, e tem ganho bastantes prémios. Permite-nos valorizar o nosso território, mas também a ligação a Conímbriga e às pessoas que vão visitar as Ruínas de Conímbriga. Aliás, é essa a lógica da criação deste equipamento, captar aquele turista que estava a ir a Conimbriga e que já não passava por Condeixa, porque as vias rodoviárias permitem isso.
A iniciativa o Vislumbre do Império também surgiu para honrar o legado da romanização?
Essa foi outra aposta nossa, a partir de 2014, para captar pessoas para o turismo e potenciar o desenvolvimento económico. Começou por ser uma tarde e agora são três dias. E não tem mais dias porque também é gratuito e a câmara municipal tem limitações financeiras. Dez anos depois, a iniciativa tem muitas associações envolvidas, muitos criadores e figurantes. Este ano tivemos 10 mil pessoas a visitar o Vislumbre do Império. Envolve já muito a vila, mas queremos ir mais longe. Queremos que também o comércio, nesse fim de semana, se romanize, bem como a restauração. Mas isso são os passos seguintes.
Houve também uma evolução em termos desportivos…
Nós tínhamos, quando chegámos à Câmara, 400 atletas federados, de várias modalidades, e hoje temos 1600. Tínhamos quatro clubes e agora temos 21. E aumentámos de 10 modalidades praticadas, para as atuais 17, e de um apoio da Câmara de 38 mil euros, para um apoio de cerca de 300 mil euros. E com resultados fantásticos, com pódios nacionais na natação, com títulos europeus e mundiais no kickboxing, com títulos nacionais no ténis de mesa. Foi uma mudança total de paradigma.
Nos quadros comunitários, dos últimos 10 anos, não temos tido praticamente nenhum fundo comunitário para infraestruturas rodoviárias ou desportivas. Com as chamadas “dores de crescimento” no desporto, que implicam uma pressão imensa sobre as nossas infraestruturas, estamos a preparar-nos para fazer um empréstimo bancário, de 2,5 milhões de euros, para fazer um novo pavilhão desportivo, para além de uma nova piscina.
Pode ler a entrevista completa na edição impressa e digital do dia 18/07/2024 do DIÁRIO AS BEIRAS
