Nove municípios da região de Coimbra integram Rota do Medronho
Nove municípios da região de Coimbra vão integrar a Rota do Medronho, hoje apresentada, que pretende criar um “pilar da identidade regional e desenvolvimento económico”, através da “descoberta de sabores genuínos, tradições vivas e experiências turísticas memoráveis”.
“Uma viagem pela Região de Coimbra através dos medronheiros” é o nome da proposta turística lançada pela Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra e que abrangerá os municípios de Penacova, Mortágua, Mealhada (Mata Nacional do Buçaco), Lousã, Góis, Arganil, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra e Tábua.
Durante a apresentação da rota, em Pampilhosa da Serra, o secretário executivo da CIM, Jorge Brito, frisou que não se trata de “um mero roteiro”, mas sim de “um exercício de dinamização do território e de potenciar o que já existe, unindo pontos”.
Na sua opinião, o medronho “é um tesouro e o espelho da resiliência do território” e deve ser encarado como “motor de oportunidades”, através da sua “transformação num ativo”.
“Estamos a construir um futuro mais sustentável e próspero, tendo o medronho como um dos nossos mais valiosos embaixadores”, referiu Jorge Brito, acrescentando que “esta iniciativa reforça o compromisso da CIM Região de Coimbra com o desenvolvimento integrado e sustentável do seu território”.
A rota estende-se ao longo de 260 quilómetros e, de acordo com a CIM, o período ideal para a percorrer e poder usufruir das várias experiências é de quatro dias e três noites.
O presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra), Jorge Custódio, destacou o papel de um empresário que “desde cedo acreditou no potencial desta fileira” e contribuiu para a expansão do medronheiro no território.
“Foi um verdadeiro incentivo para que hoje haja tanta gente mobilizada e para que outros passassem a olhar para o medronheiro com olhos de futuro”, contou.
Para o autarca, a Rota do Medronho representa “o casamento perfeito” entre um produto da terra e a inovação.
“Os produtos que nos distinguem estão cá, fazem parte da nossa paisagem, da nossa história e da nossa cultura. O que temos de fazer é valorizá-los, recuperá-los e dar-lhes a projeção que merecem”, defendeu.
Segundo a CIM, está ainda previsto um programa de valorização do medronho que visa potenciar a criação de um selo de certificação regional próprio (DOP ou IGP) para a Aguardente de Medronho da Região Centro.
