Geral

Municípios queixam-se de serem “relegados para segundo plano”

03 de dezembro de 2021 às 13 h22

FOTO DR

Os investimentos previstos no Acordo de Parceria Portugal 2030 estão focados nas áreas metropolitanas (AM) do Porto e Lisboa , “relegando para segundo plano o resto do país”.
A apreciação negativa do documento elaborado pelo Governo e que está em consulta pública é feita pelo conjunto dos 19 municípios da Região de Coimbra que integram a respetiva Comunidade Intermunicipal (CIM-RC).
Numa análise feita ao documento, os autarcas da CIM Região de Coimbra mostraram-se “bastante preocupados”, dando como exemplo os investimentos previstos no setor da mobilidade, “que se concentram quase exclusivamente nestas regiões, persistindo a disparidade de investimento na promoção do uso de transporte público e sustentabilidade operacional”.

Complexidade como numa metrópole

Neste contexto, a CIM-RC alerta que a mobilidade nesta região tem uma “complexidade” que se assemelha ao verificado nas AM. Além disso, o documento não contempla projetos estratégicos e prioritários “para a competitividade e desenvolvimento desta região”, designadamente no domínio da saúde, tecnologias digitais e infraestruturas para a competitividade e mobilidade intermunicipal.
Ao não apostar na descentralização, o Acordo de Parceria Portugal 2030 “irá agravar as já débeis condições com que os municípios se deparam para exercer as novas competências”. “O Governo pretende limitar a contratualização com as CIM e municípios a 75% das verbas alocadas no quadro comunitário atual, reservando os restantes 25% para um futuro mecanismo de reforço”, constatam os representantes locais, exclamando que, “é algo que não podemos aceitar!”.
“Por comparação, no atual quadro, a reserva de desempenho era de 6% e acabou por ser eliminada. Isto é a antítese da coesão, pois beneficia sempre os municípios com maior músculo financeiro”, refere o presidente da CIM–RC, Emílio Torrão.

Despromoção de Oliveira do Hospital e Cantanhede

O documento do Governo apenas contempla contratualização com os centros urbanos regionais, o que levará a que os municípios de Cantanhede e Oliveira do Hospital fiquem de fora dos investimentos de desenvolvimento urbano, o que é uma despromoção.
A CIM-RC deteta ainda aquilo que parece configurar redução de verbas a contratualizar os municípios: “um grave retrocesso para o desenvolvimento da Região de Coimbra”, refere Emílio Torrão. A CIM-Região de Coimbra aponta ainda a necessidade de reforçar o papel dos GAL (Grupos de Ação Local).
Além disso, há prazos de candidaturas ao PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) em que os prazos concedidos para a apresentação de candidaturas “são incompreensíveis”, em alguns casos não mais que seis dias.
A CIM-RC fez chegar esta tomada de posição ao Governo, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e à Associação Nacional de Municípios Portugueses.

1 Comentário

  1. Carlos Bento. diz:

    E sempre a mesma treta, Lisboa e agora também o Porto é que são a Lusitânia o resto é galego, sem desprimor para os que o São na realidade. Portanto é outro país, que só interessem para pagar impostos, para que se engrandeça as duas áreas metropolitanas e se engorde os políticos que compõem o governo e a assembleia legislativa. Os portugueses, que ficam fora dessa área são tratados como referi "galegos de terceira categoria".

Deixe o seu Comentário

O seu email não vai ser publicado. Os requisitos obrigatórios estão identificados com (*).


Últimas

Geral