Médicos opõem-se a controlo por reconhecimento facial
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111 A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra pretende avançar , até maio, com um controlo de trabalhadores por reconhecimento facial. Esta decisão está, contudo, a ser contestada por alguns trabalhadores.
Em comunicado, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) acusa a ULS de querer fazer um controlo de assiduidade “de forma abusiva, intrusiva e arbitrária”.
“É incompreensível que verbas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) sejam alocadas a este tipo de serviços, quando faltam meios básicos instrumentais à prática clínica”, pode ler-se no documento enviado ontem à imprensa.
A FNAM lembra que os médicos podem opor-se à recolha de dados biométricos através do reconhecimento facial como método de registo da assiduidade, “dado ser intrusivo e excessivo, quando existem métodos menos invasivos, como a impressão digital, implementada nas várias unidades do SNS há cerca de duas décadas”. Por essa razão, disponibiliza, no seu site, uma minuta de oposição à aplicação do reconhecimento facial como método de registo da assiduidade.
Confrontada com a recusa de funcionários, a ULS sublinha que “ainda não analisou a questão nem decidiu medidas a tomar”.
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