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Greve de revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP suspensa esta madrugada após acordo

31 de outubro de 2024 às 11 h11
CP chegou a acordo com os revisores e trabalhadores das bilheteiras

A greve dos revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP – Comboios de Portugal, que decorria até 3 de novembro, foi hoje suspensa, ao início da madrugada, depois de a empresa ter chegado a acordo com o sindicato, anunciou o Ministério das Infraestruturas e Habitação. A CP – Comboio de Portugal chegou a acordo com o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) após “um período negocial que permitiu chegar a um consenso”, divulgou hoje, em comunicado enviado à agência Lusa, o ministério tutelado por Miguel Pinto Luz.

“Em resultado destas negociações, o referido sindicato comprometeu-se a suspender, com efeitos imediatos, a greve que teria forte impacto na circulação de comboios e na vida dos cidadãos”, pode ler-se. Miguel Pinto Luz congratulou-se com o entendimento que permite terminar com a greve e ainda “com o benefício alcançado para os utilizadores da CP e para a paz social da empresa”, de acordo com a nota do Ministério das Infraestruturas e Habitação.

Num outro comunicado, a CP confirmou o acordo e agradeceu a “postura de diálogo e entendimento demonstrado ao longo das negociações” pelo SFRCI. “A cooperação foi fundamental para alcançar este consenso, que promove o bem-estar dos trabalhadores e a eficiência da empresa”, referiu a empresa.

A CP reafirmou o compromisso em “continuar a trabalhar em conjunto (…) para assegurar um ambiente de trabalho justo e motivador, sem pôr em causa a sustentabilidade da empresa e o serviço prestado aos nossos passageiros”. Os revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP tinham dado início na quinta-feira passada a uma greve, com a transportadora a antecipar perturbações na operação, sobretudo em 31 de outubro, dia em que decorreria uma paralisação total.

Segundo o SFRCI, que representa os trabalhadores das bilheteiras e revisores da CP, a greve era motivada pelo “incumprimento do acordo” assinado em julho do ano passado com a operadora. O sindicato tinha referido que o acordo prevê passar um “prémio de subsídio de transporte e disponibilidade para o salário base”, algo que traria vantagens aos trabalhadores. Defendia também um maior equilíbrio face às remunerações dos maquinistas.

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