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Governo contraria carta aberta de investigadores sobre financiamento às Unidades de Investigação

07 de maio de 2025 às 20 h04
Trata-se de uma resposta do Governo aos investigadores do Ministério da Educação, Ciência e Inovação

O Ministério da Educação explicou ontem que o modelo de avaliação das Unidades de Investigação e Desenvolvimento (I&D) que determinou as verbas a atribuir até 2029 resultou de critérios do anterior governo, tendo aumentado em 22% o financiamento global. Trata-se de uma resposta do Governo aos investigadores do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) que colocaram questões, numa carta aberta, na qual alertam para os “cortes no financiamento-base” aos centros classificados com “Muito Bom” que poderão levar à dispensa de trabalhadores e a maior precariedade laboral.

Os subscritores alertam para a incerteza do futuro próximo das “117 Unidades de Investigação e Desenvolvimento (UI&D) avaliadas com Muito Bom, onde trabalham 6.434 investigadores” e que representam 30,5% da comunidade científica nacional com avaliação positiva. Segundo as contas apresentadas na carta, estes centros de investigação têm agora um corte de 69% face ao valor base atribuído entre 2020 e 2024: Os investigadores que antes recebiam o equivalente a 3.750 euros anuais, recebem agora 1.156,58 euros por ano.

Pelo contrário, o ministério esclarece que tendo em conta que o financiamento disponibilizado para o período 2025-2029 “era exatamente o mesmo que no ciclo anterior”, o atual Governo “procedeu a uma reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência”, alocando 110 milhões de euros adicionais para o reequipamento das Unidades de I&D: “Assim, o financiamento global, entre Base, Programático e PRR, subiu de 525 milhões de euros (2020-2024) para 635 milhões de euros (2025-2029), um aumento de 22%”.

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