Festa e Romaria de São Tomé é património cultural imaterial em Ançã
Helena Teodósio sublinhou o trabalho que tem sido realizado e que honra o passado, o presente e o futuro
“Sem o povo não há festa, sem o povo não há memória e sem o povo não há património”. Estas foram as palavras do presidente da Junta de Freguesia de Ançã, Cláudio Cardoso, durante a cerimónia oficial de Entrega da Placa de Inscrição da Festa e Romaria de São Tomé (evento que se iniciou ontem em Ançã e que decorre até amanhã) no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
“Este é um momento histórico e um reconhecimento que nos enche de orgulho. É um triunfo da forte identidade coletiva deste território, já que as tradições que herdámos dos nossos antepassados têm sido conseguidas passar de geração em geração”, afirmou Cláudio Cardoso.
No âmbito do reconhecimento do trabalho de valorização e salvaguarda realizado pela Junta de Freguesia de Ançã e Grupo Típico de Ançã – entidades proponentes do pedido de registo no Inventário Nacional Património Cultural Imaterial (INPCI), o Património Cultural, Instituto Público, promoveu a entrega de uma simbólica placa de inscrição no INPCI, de forma a celebrar este evento junto com as respetivas comunidades.
Também presente na cerimónia, a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, sublinhou o trabalho que tem sido realizado e que honra o passado, o presente e o futuro.
“Num tempo em que tantas tradições se perdem, é fulcral que os jovens percebam a importância do passado e do nosso património. É importante explicar a história que nos trouxe até aqui aos mais novos e posteriormente integrá-los para que eles desenvolvam papéis essenciais que lhes permitam ganhar valências como a empatia, a criatividade, ou a organização. No fundo, existe a missão de que os jovens tenham orgulho nas suas origens”, salientou.
Em representação da Divisão de Cadastro, Inventário e Classificação do Património Cultural, Maria Antónia Amaral, não tem dúvidas de que a Festa e Romaria de São Tomé é tudo aquilo que representa a memória e o património. “É uma manifestação de profundo valor identitário. Um testemunho vivo do património e um elemento agregador de uma comunidade enraizada na sua história”.
Já para o presidente do Grupo Típico de Ançã, Manuel de Jesus, este é um dia que fica eternizado para a freguesia e para o concelho.
