Coimbra

Entrevista: “Políticos podem tomar decisões mais eficazes se ouvirem e concretizarem as nossas sugestões”

03 de abril de 2025 às 08 h12
DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

Podemos dizer que o CERC – Conselho Empresarial da Região de Coimbra personifica o ditado “a união faz a força”?

Sem dúvida. A essência e ADN do CERC é precisamente a união, sendo que juntos somos e seremos sempre mais fortes. O nosso território precisa, de forma transversal, de ações conjuntas, consertadas, pensadas num todo, que definitivamente o impulsionem e o demarquem positivamente na economia nacional.

Quatro anos depois da sua criação, que balanço faz da ação do CERC na defesa do tecido empresarial da região?

O balanço da ação do CERC na defesa do tecido empresarial da região é muito positivo, pois sempre foi focada no empresário ou comerciante, nas suas necessidades, direcionada, desprovida de palco e política. Sabemos que uma organização desta natureza, em que os atores são pessoas voluntárias e altruístas, não consegue no imediato da sua constituição, sem meios de subsistência, apresentar muitos resultados palpáveis, há sempre um caminho a percorrer… Também não temos o poder da decisão de medidas estruturais e necessárias para o desenvolvimento empresarial do território nas nossas mãos, porque tudo isso é absorvido obviamente pela esfera política, sendo que esses atores podem tomar melhores decisões, mais eficazes, se ouvirem com atenção e concretizarem as nossas sugestões e reivindicações, pois são puras necessidades dos empresários e comerciantes.

Desde a sua criação, o CERC tem diligenciado junto das entidades que nos governam, essencialmente as de caráter regional do nosso território, mas também a nível nacional, respeitando a hierarquia própria, para darmos contributos sobre as reais necessidades empresariais do território.
Muito nos custa, por muitas vezes, ver que as nossas contribuições ficam na gaveta, com decisões a satisfazerem pura e simplesmente objetivos políticos, que se esfumam em puro desperdício de dinheiros públicos, sem qualquer resultado prático. Mas não somos de desistir, estamos habituados a dificuldades. Sempre que se entra em clima de dificuldade, os bombeiros são e serão sempre, os empresários e comerciantes.

Mas, neste período, o CERC conta com várias conquistas…

Dou nota de algumas conquistas, pelas quais muito nos debatemos, como a abolição das portagens na A13, correções de justiça fiscal, que pelo nosso alerta se manifestaram procedentes a nível nacional, planos de ação de âmbito comercial e empresarial afetos às dificuldades e desafios da pandemia de covid-19 no nosso território, e uma muito importante, que facilmente passa despercebida, que é não deixar que no panorama nacional o nosso território seja injustiçado , ou fique para trás ou esquecido, por exemplo na atribuição de subsídios e outros apoios, tal como em programas como o + COESO.

Ao mesmo tempo, estamos como impulsionadores e sócios fundadores em projetos como a CoimbraITEC, onde queremos facilitar a ligação, com a devida criação de valor, das empresas do território ao potencial do apoio da academia, com ênfase na I&D.

Pode ler a entrevista completa na edição impressa do dia 3/04/2025 do DIÁRIO AS BEIRAS

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