“Em 2015 captámos 3,5 milhões de euros de investimento, este ano foram 50”
DB/Foto de Pedro Filipe Ramos
Quais as principais diferenças que vê no Politécnico de 2025 que não via em 2017?
A maior de todas é que hoje há uma marca Politécnico, há um sentido de coesão e de união à volta daquilo que é a atividade do Politécnico, que não existia em 2017.
Em 2017, o Politécnico de Coimbra era um conjunto de escolas, cada uma com a sua marca e com marcas importantes, mas não havia este sentido de pertença. Hoje, as escolas Politécnicas estão verdadeiramente integradas naquilo que é a marca Politécnico.
A principal grande diferença foi comunicacional e de marketing. Toda a gente hoje reconhece que há uma instituição em Coimbra que se chama Politécnico de Coimbra.
A segunda grande diferença é a nível organizativo. Hoje estamos integrados numa aliança europeia, hoje temos um conjunto de parceiros pelo mundo inteiro com quem desenvolvemos projetos nas mais variadas áreas. Para além desse crescimento internacional, temos um crescimento local muito grande. Trabalhamos muito com as autarquias e empresas.
Eu diria que a maior diferença é que hoje nós não somos uma instituição da cidade de Coimbra. Nós estamos em vários pontos do território, tendo uma ligação a 13 municípios.
Esta coesão que o IPC passou a ter deu-lhe também uma nova credibilidade?
Eu acho que o Politécnico foi sempre uma instituição muito credível. O que eu acho que agora existe é a vontade de trabalhar com o Politécnico. No passado, as pessoas não tinham tanto essa vontade de nos procurar e não sabiam bem porque é que nos haviam de procurar.
Passámos a ter duas estruturas que estão permanentemente do terreno, a lidar com as empresas, com os eventos regionais, etc. Toda esta dinâmica que nós criámos com o território tornou-nos mais conhecidos.
Nestes oito anos que objetivos é que ficaram por cumprir?
Ficaram muitos objetivos por cumprir. Acho que fizemos muita coisa e deixamos a instituição num estado que vai permitir fazer muita coisa daqui para a frente.
Gostava de ter mais centros de investigação acreditados e ter mais investigadores a trabalhar dentro do Politécnico. Durante muito tempo foi muito cómodo para os professores do Politécnico trabalharem em centros de investigação de outras universidades…
Gostaria de ter criado melhores condições de trabalho, de ter acabado com o polo II da ESEC e ter centrado toda a sua atividade na Solum. Gostaria de ter melhorado mais ainda as instalações.
Gostaria de ter deixado feita as residências. Deixamos a de Oliveira do Hospital praticamente pronta. Importa dizer que, no caso da residência de Coimbra, a última tranche de financiamento (do PRR) só foi aprovada há 30 dias e, portanto, até lá o Politécnico não tinha dinheiro para a lançar. Foi uma luta conseguir esse dinheiro.
Dá sempre vontade de fazer um bocadinho mais, mas o dinheiro não chega para tudo. Nós captamos fundos como nunca tinha acontecido, também nunca tinha havido essas oportunidades, mas nós aproveitámos muito bem as oportunidades e captámos muitos milhões de euros de financiamento.
Pode ler a entrevista completa na edição impressa e digital do dia 08/07/2025 do DIÁRIO AS BEIRAS
