É preciso mudar enquanto é tempo
Cá pela “zona”, a pré-campanha eleitoral está muito animada, porque não se vê ninguém na rua; “amanhã é que vai ser”! Será?
No “debate” entre gladiadores ambos se portaram mal. Os dois sobreviveram, mas um vai morrer às mãos dos seus mais próximos. Mas resta-nos uma consolação; os entrevistadores estiveram muito pior!
Valerá a pena rebobinar e interpretar a chegada de Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos ao improvisado estúdio onde decorreu o medíocre diálogo entre ambos.
Sentados na sua mesa, os inquiridores não se dignaram levantar para cumprimentar dois cidadãos que disputam entre si a cadeira do poder governativo. Serão neste momento as duas principais figuras da política portuguesa. Não são dois comuns cidadãos que por acaso ali se encontram para debater “coisas comuns”, mas coisas que irão determinar a nossa vida num futuro próximo.
Simbolizaram naquele momento de grande audiência, toda uma classe que se quer mais informada para informar, mais educada para educar, mais estudiosa para ensinar! Uma imagem vale mais do que mil palavras, é um lugar comum, sem dúvida, mas carregado de um simbolismo que cada um interpreta à sua maneira, mas de forma crítica e acutilante!
Mas vamos ao que interessa.
A educação e o futuro dos nossos jovens, esteve completamente afastada do debate, a não ser que, por tédio, eu “tenha passados pelas brasas”!
Não me atrevo a falar dos conteúdos porque disso nada sei, tendo também consciência que outros poderão saber o mesmo que eu!
Um filósofo terá afirmado, “só sei que nada sei”, ao que outro retorquiu, “e eu, nem isso sei”!
É preciso questionar, alimentar a necessidade de questionar, e ninguém poderá ficar satisfeito com respostas pouco convincentes!
Não tendo existido uma opinião de cada um sobre a valorização do ensino e do Professor, seu fiel intérprete, ficamos todos a perceber o “estado” a que está e estará votada a política, interpretada que é por “gente oriunda” desta escola!
A sociedade tem imensos problemas. A Escola e os Professores são os que “levam” com os problemas das famílias, e com todos os outros que cada um de nós imagina, vivencia e que tenta resolver à sua maneira sem interferir na liberdade do outro!
A Escola está a ser muito maltratada. E quando o local onde cada um passa a grande maioria do tempo, do nosso tempo de vida, não está devidamente estruturada, o futuro será bem pior do que imaginamos.
As forças anti liberdade dedicam-se ao seu combate desde tenra idade. Será na Escola que se devem aprofundar valores que farão dos nossas crianças, mulheres e homens…tout court!
É preciso mudar enquanto é tempo!
Cá pela “zona”, a pré-campanha eleitoral está muito animada, porque não se vê ninguém na rua; “amanhã é que vai ser”! Será?
Já agora e a “talho de foice”, gostaria de saber, penso que todos gostaríamos, o que pensam sobre o Porto da Figueira da Foz e em que dimensão vai ajudar a desenvolver a economia da região, como é que a “Linha da Beira Alta” vai servir de apoio tanto ao Porto da Figueira da Foz, como para o transporte de pessoas e bens para a Europa atravessando grande parte da região centro, como se constrói uma política de emprego regional assente nas Escolas de Ensino Superior em que pontifica a Universidade de Coimbra, que passos se deverão dar para que Coimbra seja a capital da futura região centro que já se começou a construir a partir das CIM e da CCDRC, como se poderá começar a construir, também, uma política regional de desenvolvimento desportivo a partir do “Desporto Escolar” que deverá passar a existir com uma reforma profunda do ensino, etc.
Não prometo que voltarei no dia 17. Apenas irei fazer o possível.
