Coimbra: Inovação na UC prejudicada por contratações em circuito fechado
78 por cento dos docentes da Universidade de Coimbra (UC) foram alunos da mesma instituição, especialmente no grau de doutoramento (fenómeno designado como endogamia), o que origina “uma comunidade académica menos diversa, mais fechada sobre si mesma”, lamenta a Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG AAC) numa publicação ontem lançada, designada “UC à Lupa”.
A taxa de endogamia nas faculdades da UC é a maior do país, gerando uma instituição “com menor abertura a ideias externas e com maior dificuldade de integração em redes nacionais e internacionais”, refere a publicação estudantil, com base em dados da Direção Geral de Estatísticas de Educação e Ciência. São identificadas quatro faculdades de Coimbra onde a percentagem é maior: Direito (100%), Medicina (99%), Farmácia e Psicologia (86%).
Para a DG AAC, “não é possível a Universidade de Coimbra assumir-se como referência do espaço europeu se continuar a privilegiar carreiras académicas homogéneas, que não permitam a integração e mobilidade dos docentes”.
Acresce que o inquérito realizado aos 26 núcleos de estudantes da AAC revela 68% de opiniões de “estagnação dos métodos pedagógicos devido ao envelhecimento da docência”.
Ler notícia completa na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

