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Coimbra: Grupo privado quer urbanizar área da antiga Fábrica de Curtumes

13 de novembro de 2024 às 09 h12
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A antiga Fábrica dos Curtumes, na zona da Casa do Sal, foi vendida a um grupo do Porto, por três milhões de euros.

A venda da unidade fabril e do lote de terreno com quase 19 mil metros quadrado foi confirmada ao DIÁRIO AS BEIRAS por Sérgio Moreira, diretor da Urbi Prestige, empresa do setor imobiliário que mediou o negócio.

“Trata-se de uma empresa do Grande Porto, com projetos de investimento, que pretende revolucionar aquela zona da cidade, construindo uma zona habitacional e comercial”, adiantou.

O negócio foi concretizado “há cerca de um mês”. Entretanto, a autarquia confirmou que já deu entrada nos serviços da Câmara Municipal de Coimbra um Pedido de Informação Prévia (PIP) para aquele local, sem no entanto dar mais pormenores em relação ao projeto.

Instalada na rua Figueira da Foz em 1915 (em plena I Guerra Mundial), como Raposo, Amado & Godinho, a empresa passou chamar-se Fábrica de Curtumes de Coimbra, Lda, em 1920, denominação que manteve até ao encerramento.

Memória industrial da cidade

No final da década de 60, chegou a ser uma das escolhidas pelo Exército Português para fornecer todos os artigos para o Exército durante a Guerra de África.

Manteve-se em atividade até à década de 1990, empregando, naquela altura, cerca de 120 funcionários, quatro vezes superior ao número inicial de operários.

Em 1999, chegou a ser proposta a demolição de todos os edifícios e da chaminé da fábrica para construir habitação, comércio e serviços. Porém, a proposta não seria autorizada porque punha em causa a “memória industrial da cidade de Coimbra”.

Um mau cartão de visita

Recorde-se que num texto de opinião publicado no DIÁRIO AS BEIRAS no mês passado, o presidente da câmara, José Manuel Silva, lamentava que Coimbra tivesse “experimentado, no passado, uma estratégia de ‘cidade de serviços’, que conduziu à estagnação, declínio e contínua perda de população, com degradação do seu parque habitacional e despovoamento das zonas históricas”.

Pode ler a notícia completa na edição impressa e digital do dia 13/11/2024 do DIÁRIO AS BEIRAS

1 Comentário

  1. Alice Dantas diz:

    Espero que preservem algo da memória industrial da cidade, da qual a Fábrica de Curtumes de Coimbra foi uma referência incontornável.

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