Entrevista: AAC defende que todos os estudantes deviam votar na eleição do reitor
DB/Foto de Pedro Ramos
Tomou posse a 3 de dezembro. Como é que foi este primeiro mês de mandato?
Este primeiro mês serviu para preparar a elaboração das atividades propostas, para o manifesto eleitoral para o ano 2025, tivemos também que nos pronunciar sobre o possível descongelamento das propinas. Começámos também a preparar as fases finais do desporto universitário, que vão decorrer em Coimbra, em abril.
Este início de mandato é mais calmo, no entanto, temos que preparar um ano em grande. Temos que preparar a universidade de verão, marcarmos posição para as eleições autárquicas e “celebrarmos” os 20 anos da instalação da propina nacional e internacional.
Quais as principais diferenças que sentiu entre ser administrador e presidente?
É um trabalho complemente distinto. O administrador tem uma posição mais interna, o presidente dá a cara. Agora sinto um bocado as dores do meu antecessor (risos). Tem sido muito engraçado. É um cargo de representação, mas também de, ao mesmo tempo, manter uma coesão de equipa.
O mandato passado correu muito bem e temos que manter essa imagem positiva interna e externamente.
O ministro da Educação assumiu a vontade de aumentar as propinas em 2025/2026. Caso esta vontade se concretize o que é que pretende fazer?
A Associação Académica de Coimbra foi a primeira a tomar posição sobre essas declarações do ministro. Nós somos a favor de um ensino superior gratuito e acessível a qualquer estudante. Se for necessário, vamos continuar a manifestarmo-nos. Aproveitaremos outros dias importantes, como o Dia do Estudante.
A DG/AAC fez também um estudo, no ano passado, em que mostrava que um estudante gastava, em média, por mês, sem a propina, 518 euros para frequentar o ensino superior. Sabemos que este valor está desatualizado. Portugal é dos poucos países da União Europeia que ainda pratica a propina e 20% da população vive em situação de pobreza.
Não percebemos como é que o ministro fez aquelas declarações. Um agregado familiar, com dois filhos e com os pais a ganhar o ordenado mínimo, não consegue pagar as propinas.
Pode ler a entrevista completa na edição do dia 22/01/2025 do DIÁRIO AS BEIRAS
