Coimbra: “Um SNS isolado dificilmente terá condições de sustentabilidade a prazo”
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Tendo sido a única escola médica em Portugal, desde a fundação da Universidade de Coimbra até 1825, como observa a adaptação da Faculdade de Medicina da UC ao evoluir dos tempos?
O ensino da Medicina em Coimbra é anterior à fundação da Universidade, tendo-se iniciado no Mosteiro de Santa Cruz, no século XII. Aliás, é difícil, para não dizer impossível, fixar um dia para celebrar o Dia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), instituição que se vem adaptando e antecipando à evolução do conhecimento e da sociedade. É essa relação cúmplice com a ciência e com as pessoas que tem permitido a evolução contínua da nossa escola.
Que qualidade de formação médica existe em Coimbra, em comparação com as restantes universidades nacionais, e a nível internacional?
A FMUC é uma das Faculdades de Medicina mais bem posicionadas no Concurso Nacional de Acesso (CNA), com elevadas percentagens de opções como primeira escolha no CNA e com outcomes impressivos dos seus alunos na Prova Nacional de Seriação, em comparação com as restantes Escolas Médicas, métricas que permitem uma análise pragmática e transparente da qualidade de formação na nossa Faculdade.
Como observa o fenómeno de muitos recém-diplomados das universidades portuguesas seguirem diretamente para unidades privadas de saúde, ou mesmo para o estrangeiro?
Esse “fenómeno migratório” deve ser encarado como estímulo à obrigatória melhoria das condições de trabalho no nosso Serviço Nacional de Saúde (SNS), aos mais diversos níveis, com a valorização das carreiras médicas, a flexibilidade de regimes contratuais, o investimento técnico e tecnológico e a componente remuneratória, entre outros.
Pode ler a entrevista completa na edição impressa do dia 11/12/2024 do DIÁRIO AS BEIRSA
