Celebrações do 5 de Outubro entre homenagens à República e à fundação da nacionalidade
Além da Implantação da República também foi evocado D. Afonso Henriques, junto ao seu túmulo, pela passagem dos 881 anos do Tratado de Zamora
As cerimónias do 5 de Outubro em Coimbra na manhã de hoje dividiram-se entre a evocação da Implantação da República de 1910 e assinatura do Tratado de Zamora, no mesmo dia, mas em 1143, documento que decretou a independência de Portugal.
Assim, teve lugar nos Paços do Município, a inauguração da Galeria dos Presidentes da Câmara Municipal de Coimbra desde 1834. A exposição está repartida por dois diferentes espaços, com dois painéis onde constam os nomes de autarcas mais antigos – em que, na maior parte das vezes, não foi possível obter a fotografia e, por isso, são recordados pela sua assinatura, reproduzida de documentos da época – e as fotos dos presidentes mais recentes, do pós 25 de Abril, cada um com uma moldura individual.
As cerimónias do dia continuaram, depois, na Igreja de Santa Cruz (Panteão Nacional), onde os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal depuseram coroas de flores no túmulo de D. Afonso Henriques, fundador da nacionalidade, numa iniciativa apresentada pela Real Associação de Coimbra, representante na cidade da Causa Real e, portanto, da monarquia.
A comitiva deslocou-se, entretanto, até à placa de toponímia de Teófilo Braga e ao túmulo de José Falcão, nos Olivais, onde também foram colocadas coroas de flores. Na programação paralela, a partir das 15H30, decorre a 1.ª Edição do Salão do Livro Antigo na Casa Municipal da Cultura. O Convento São Francisco celebra a data com um programa dedicado à Canção de Coimbra, que termina, à noite, no Grande Auditório, com a VIII Grande Noite do Fado e da Canção de Coimbra.
